quarta-feira, 7 de maio de 2008

O amor

O amor


Isso
tão grande que eu sinto
Por certo é o medo
Inverso da loucura,
A sua contra-estrutura.

Isso que eu sinto
(Tão infinito)
Parece vir de um lugar
Onde não há procura,
Algum pólo magnético
da minha alma obscura.

Isso tão intenso,
Imenso manso servil,
Só pode ser e é muito estranho
Como cobre e estanho
fazem o bronze.

Como o sol
que sempre nasce,
O amanhã
de sempre em sempre...
É energia de fissão
flutuando
na multidimensão do tempo:
O amor.


Juliano Berquó Camelo


É energia de fissão:
Urânio, Césio,
Plutônio...
(... em plutão?)


Tenho a impressão
de que o cerne dos relacionamentos
(Pelo menos os meus relacionamentos,
que não são superficiais, com certeza.)
não depende muito da 2ª pessoa...
você não conheçe ninguém além de você mesmo,
seus próprios limites e vontades.
Esse poema é a descrição mais que perfeita
dessa constatação.

4 comentários:

Felipe Venturini Arcêncio disse...

Parabéns Juliano , muito bom
Gostei principalmente dos primeiros versos que estão demais

Muito bom mesmo
Um dos que mais gostei
Parabéns !

maira disse...

gostei muito do que li...

Ricardo disse...

e aew poeta..
baum véi?
saudade do c..
ou..
mto doido seus poema..
paguei pau no "espectro"..
ou.. olha esse blog aí..
eh dum professor de redação daki de gyn..
talvez vc ja conheça, mas o cara escreve pa karai véi..
www.tessituraemaranhada.blogspot.com

Anderson de Oliveira disse...

Uma frase para descrever uma obra de arte:
" Eis que descreves apenas o que não pode ser descrito, pois é constante, presente, vivo, e inerente a nossa vã filosofia: o amor,auto-filosofia dentro de cada mundo"
Anderson de oliveira