quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Tudo Será Como É e Sempre Foi

Há uma página no facebook que a esta altura todos devem conhecer: a Filosofia Moderna. Há isca mais poderosa para a captura e mobilização dos afetos alegres do que o humor?! Zaratustra diria: "Aprendei a rir de vós mesmos, homens superiores!". E de um riso quase sempre e desde sempre nos salta uma verdade... As mulheres vividas bem sabem que estas pequenas verdades devem ter tapadas suas bocas, pois, gritam como uma criancinha. Aqui vemos uma jocosa conjectura acerca da origem do pensamento do "eterno retorno":




Nunca falei dela aqui, da minha senhora? Ah! Chamo-a de..: a minha trágica identificação com Nietzsche!

É publicamente notória sua frustração afetiva em relação às mulheres, todos os arroubos anti-feministas, para dizer o mínimo, do "Além do Bem e Do Mal" estão aí para atestá-la. E sabe-se que ele arrastou um bonde por uma intelectual feminista russa apelidada de Lou Salomé. Porém, como diz minha mãe, "coração é terra em que ninguém pisa", ela partiu com Paul Reé, amigo de ambos, deixando abandonado em algum lugar da Itália um Nietzsche de saúde claudicante. Esse ventre luminoso pariria Zaratustra logo em seguida, mas isso já é outra história...

A grande sacada da figura acima — onde habita o meu senso de humor... — é a resposta da senhorita à investida do Frederico: com uma frase digna de legenda de foto de um flogão-daquela-colega-piriguete-que-todo-mundo-pegou-em-2005, e que depois, desassistida pela mãe, pelos psicanalistas, pela igreja, pelo cristianismo, por fim até mesmo pela razão, apenas pôde encontrar consolo novamente naquilo que chamam de "feminismo radical"...

O outro lance de humor? Ah, o "instante imenso" que só quem já ardeu de paixão por uma feminista radical pôde experimentar — quem quer que não o tenha vivido não entendeu, não entende e nem poderá vir a entender nada de "eterno retorno"! Ora, foi isso, a vida? Muito bem, mais uma vez! E por mais incontáveis vezes! Que importa se malograstes? Ainda não aprendeu o riso de Zaratustra?

E por fim,

"Serão novos amigos da "verdade" esses filósofos vindouros? Muito provavelmente: pois até agora todos os filósofos amaram suas verdades. Mas com certeza não serão dogmáticos. Ofenderia seu orgulho, e também seu gosto, se a sua verdade fosse tida como verdade para todos: o que sempre foi, até hoje, desejo e sentido oculto de todas as aspirações dogmáticas. "Meu juízo é meu juízo: dificilmente um outro tem direito a ele" — poderia dizer um tal filósofo do futuro. É preciso livrar-se do mau gosto de querer estar de acordo com muitos. "Bem" não é mais bem, quando aparece na boca do vizinho. E como poderia haver um "bem comum"? O termo se contradiz: o que pode ser comum sempre terá pouco valor. Em última instância, será como é e sempre foi: as grandes coisas para os grandes, os abismos para os profundos, as branduras e tremores para os sutis e, em resumo, as coisas raras para os raros."

[Nietzsche, ABM, 43.]

Um comentário:

cristiano kochenborger disse...

Entre em nosso grupo também, Filosofia Moderna/Pichadores da filosofia"
<3