Devo novas postagens..
tenho muito a dizer e pouco tempo livre o suficiente pra me dedicar de alma à este espaço.
Mas...
Já fica aqui um 2010 de muitas conquistas à todos. Em 2010 e sempre.
Me despeço com um poema velho, corroído como em sal:
Poesia Necessária
Eu preciso de uns versos
Como nunca antes precisei
E já que hoje a noite
Cheira à poesia,
Faço dessa fria brisa
Aprazível e terno verso.
Eu preciso, eu confesso..
Eu preciso de uns versos
Que há muito suprimidos
E corroídos como em sal,
Vêm tapeando o narciso
Contra o espelho facetado
Do aço, o ferro a enferrujar.
Eu preciso de uns versos
Só o mar já não me basta..
Eu preciso de uns versos
Que pretendam me creditar
Que o refletido do espelho
Não é o último no mundo,
Que os desejos só são os frutos
Do hábito de estar.
Eu preciso de uns versos
Versos de amar.
Uma sexta-feira enorme lá fora e eu aqui, pagando minha dívida para com este blog. Afinal, fiquei quase 3 meses sem postar.. Além de também estar produzindo para os trabalhos do fim do semestre, nada de muito impolgante, mas de praxe.
Quero falar um pouco sobre algo que esta relacionado com o conhecimento que eu estava produzindo há pouco: o discurso no espaço virtual.
Todos sabem, muitos falam (muito) na chamada "blogosfera" sobre a revolução da internet e a mesma pouco ganhou em crítica construtiva. Trabalhos sérios sobre a rede ainda estão pulverizados e com pouca atenção da "moda" do espaço acadêmico. Manuel Castells é o principal autor neste âmbito até o momento, porém, ainda que eu já tenha produzido um pequeno artigo de opinião sobre um texto dele, me falta verdadeira propriedade para citá-lo ou criticá-lo.
Vou estreitar mais meu objetivo: quero falar da predominância da estupidez no discurso no espaço virtual. Não a estupidez que os bem estudados julgam sê-la mas sim a violência e opressão no discurso destes mesmos.
Em primeiro lugar, todo mundo acha que sabe tudo o que precisa saber.
É claro.
A mídia em função do capital está a toda hora nos bombardeando com a ideia de que nós, homens e mulheres contemporâneos, acima das divergências pré-muro de Berlim, (acima da esquerda e da direita, do rock e do sertanejo/axé/pagode), somos dotados de técnicas e sabemos o que queremos e que, por isso, temos a necessidade do seu produto.
Quando se desconfia de tal discurso midiático tão pobre, as pessoas caem sobre si mesmas, ou seja, criam se os extremismos e os radicalismos que tão somente são variações de grau das diversidades de mercado.
Na internet, a estupidez se sente quase sempre presente. É a altivez daquele que não se reconhece no espaço cotidiano, tão aversivo (nos ônibus, carros, tons de cinza, pobres, na fome, nas escolas públicas de má qualidade) e que faz daquele espaço virtual o império de seus preceitos (e preconceitos).
Como disse o incrível Milton Santos antes de morrer:
“(...) as novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. (...) aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.” (2001, p. 38, 39).
Traduzindo o significado deste fragmento do "Por Uma Outra Globalização" para a realidade virtual, temos que os meios de comunicação, as técnicas da informação, de acesso tendenciosamente chamado de "equalitário" são apropriados por aqueles que, em função de uma posição privilegiada na sociedade, têm o tempo e as condições necessárias para sua maior apreciação e, em uma auto-defesa irracional, atacam nos seus discursos aqueles outros que são desiguais, que estão em outra posição em relação às pressões sociais, do capital e do Estado, por uma inércia histórica.
Minha palavras podem soar agressivas, denotando a existência de uma verdadeira guerra entre classes, porém, tais fatos ocorrem de maneira sutil dentro do espaço da rede. Ocorre num blog de humor nonsense, numa comunidade no orkut, no twitter, no youtube... Em que o conhecimento, ao invés de compartilhado e assim proporcionado o desenvolvimento de ao menos uma parte da humanidade, há a batalha e a crítica destrutiva, por vezes, há também a agressão moral.. No chan4chan há o verdadeiro ringue! Ali é o campo de batalha.
Me despeço sem muito nessa madrugada quente e úmida em Brasília.
Juliano Berquó.
Obs.: Caso haja alguém interessado em usar alguma coisa disso tudo aí em cima, por favor cite a fonte: Juliano Berquó Camelo -O Verso Lá no Verso
Era novembro de 2007, tava acabando o meu primeiro semestre... e eu pouco me fudendo pro meu primeiro semestre! Tava muito mais interessado em curtir outras coisas da unb e da minha vida além do contraditório "universo" da universidade. Eu lia coisas na Biblioteca que não tinham nada a ver com o que eu deveria estar estudando; tava em casa, tava tocando guitarra ou violão ou ouvindo música... Esse comportamento teve suas consequências. Porém, foi um momento de aprendizado, valeu a pena. E me orgulho muito em ter passado por tudo isso e aprendi nesses dois anos que um blog não se sustenta com um poema por postagem!
Gosto de acreditar numa frase que diz: "na vida, a gente tem tempo pra fazer tudo que a gente quiser". Gostaria de poder participar de todos os (vários) protestos, de todas as campanhas que me inspiram, de todos os eventos que me atraem, de estar mais na companhia de meus amigos.
Tento escrever algumas coisas próximas de umas crônicas mas, ainda assim, a forma é muito parecida com a dos poemas. Tento multiplicar meu tempo o suficiente para que eu possa me dedicar mais a este blog, um espaço que tanto me pacifica. Também desde o começo das postagens demonstro a preocupação em falar o que eu penso mais do que apenas publicar meia dúzia de versos. Porém, também respeito o espaço do silêncio. Nem tudo precisa ser proferido, a todo tempo, em todo lugar. Tudo a seu tempo e seu espaço.
Aos que por vezes passam por (mais) esta página da internet, desejo apenas boas vindas. Aqui estou exposto. "Nervo, músculo e osso", cantariam os Titãs* no "Tudo ao mesmo tempo agora".
Me despeço com uma dica de leitura: Edgard Morin, na wikipedia, a enciclopédia livre. Uma boa fonte para pesquisas de filosofia, teoria do conhecimento, pedagogia, análises sistémicas, geografia humana. Ou pela simples, visceral, inquieta necessidade do conhecimento, que perturba minha madrugada. Na consciência de que só quem está em posição relativamente tranquila em relação às pressões do capital e do Estado (entenda por opressor das liberdades individuais) pode se dar ao direito de tomar parte de sua noite de descanso em função de tamanha frescura.
Há algum tempo eu venho querendo liberar pra humanidade estas 3 canções que dizem muito sobre mim, sobre meu tempo, minhas mudanças e minha força. E, por consequência, falam também do mundo de maneira espelhada.
Pra quem não sabe como ouvir as músicas, é só clicar no texto em azul! Os chamados hiperlinks.
E na página do LastFM clicar no ícone "Play" no canto superior direito da página.
A primeira é "De Qualquer Forma", letra e música minha, antiga (do primeiro semestre de 2006, começava meu 3º ano do ensino médio..) que eu havia gravado só na voz e violão em 2007 e há pouco tempo tive a ideia de passar guitarras e baixo sobre tudo além de duas vozes dialogando nos canais. A letra já se encontrou em uma das primeiras postagens deste blog, porém eu a deletei pois não via necessidade de estar naquele momento. São duas vozes, vários baixos que eu recortei durante a música e 3 guitarras que saíram na hora (ainda bem!). O melhor diálogo de guitarras que eu construí até o momento.
Poema datado de julho de 2007, um momento crucial na minha vida, a mudança para Brasília, os novos rumos surgindo, um novo mundo ainda obscuro.. Foi escrito numa madrugada em frente ao computador, o primeiro escrito diretamente no computador, inclusive, durante uma conversa poético-filosófica com uma amiga.
A música surgiu de uma melodia simplória que com o tempo fui lapidando e surgiu assim, sem querer. E como acontece muito comigo, ela se transformou no momento da gravação (eu sempre improviso alguma coisa e, às vezes, surge algo que me emociona e me dá orgulho, como essa canção) quando improvisei o solo no meio da música e também encontrei o melhor diálogo vocal. São duas vozes principais e uma guitarra. Todas minhas.
A terceira canção desta leva data do começo de 2007. A letra era um texto experimental que eu nem dava muito valor por ser uma mistura (até então) duvidosa de poética com rock. E quando eu comecei o meu cursinho (pois havia passado na unb ao fim do meu 3º ano mas, por problemas familiares, não tive como me mudar na época, então permaneci em Goiânia mais um semestre, pra conhecer grandes amigos, acredito), eu propus uma parceria com um grande amigo, Ricardo Batista. que tomou a letra e compôs a base das estrofes e a bela melodia que eu reproduzo na guitarra solo. De minha parte, o refrão e a mundaça no meio da canção ("Quem dita a moda não muda?...").
Das minhas preferidas, considero a canção uma celebração das amizades, daquele meu tempo inocente e ainda sem grandes responsabilidades. A letra fala muito por si, e acho que fala o clichê, que o senso comum e o bom gosto geral não me servem, que as pessoas agem inconscientes e disso quase ninguém foge e se é que alguém foge, é tido como louco.
2 guitarras, baixo, 2 vozes.
A Moda*
(Juliano Berquó/Ricardo Batista)
Ninguém é feliz
ninguém vive em paz
Todos querem sempre mais
sem saber o que querer
A moda muda
mas nada muda nunca.
O som alto me dá
o que eu não consigo escutar
no silêncio.
O silêncio me traz
o que eu não tenho:
paz.
A moda muda
mas nada muda nunca.
Quem dita a moda não muda?
(A moda é muda!)
O mundo é muito grande
E as grades que nos protegem
não medem esperança,
não pedem por mudança.
A moda,muda,
não muda (nada) nunca.
*Dedicada à Diego, Fernanda e Ricardo. Aos grandes amigos, um grande abraço.
Alguém em algum lugar que eu finjo não lembrar disse que o que eu escrevo é "uma boa descrição" do meu sentimento Mas não poesia. Ora, eu posso não ser fã do estilo dos "Los Hermanos" mas não me atrevo a dizer ao Marcelo Camelo do que é feito o samba. (Sobre o ser poeta - retratando com Drummond) Pois que não venham me dizer o que é a poesia (Quem matou a poesia..) pois penso que além das palavras que por vez ou outra me flagro dedilhando, há por aí neste mundo, nesta terra verde; cinza-sangue, metropolizada; por entre estas estrelas (des)organizadas, muito com o que se dedicar um tempo que não pede perdão.
Juliano Berquó.
"ninguém derrama sangue quando perde guerras de fliperama. As mentiras da arte são tantas.."
("Problemas...sempre existiram", Gessinger, citado sempre que for útil. e inútil também.)
Olá, aos que aqui aterrisam, Quero prometer, prometo a mim mesmo (dessa eu não posso fugir..) que eu vou dedicar mais tempo a este blog no prazo das curtas férias de julho.. será meu refúgio, calma para enfrentar a unb novamente daqui há um mês. Saco.
Tenho feito muitas coisas novas (youtube, LastFM..) e quero costurar isso tudo com o 'verso lá no verso'.
Agradeço aos que acompanham o blog, aos que por algum motivo têm alguma sensação imprimida por estas palavras e que por isso gastam quantos segundos que sejam de suas vidas na reflexão dos meus pensamentos. Também aos que me "seguem".. eu não tinha me tocado pra essa ferramenta powered by google. !
Prometo também que eu vou parar de usar vírgulas enquanto não aprender a usá-las. Maíra Basso existe na minha vida (também..) pra isso .
!Putz.. alguém destrua a unb por mim.. já não tenho mais forças!
Abração ae! Boa noite, minha gente amiga. Se é que exista.
Olá meus virtuais leitores! Pra quem ainda não sabe, eu sou músico compositor e tenho muita coisa (uma "renca", como diriam lá em Goiás..) feita.. de tudo dentro do rock, muita coisa sob a influência da música popular brasileira também. E dessa mistura sai o que eu faço atualmente.
E tem muito poema aqui do blog que é canção também! E gostaria de divulgar links (dentro do blog e dos meus sites de música) específicos de cada uma.
E tem muito mais poema musicado aqui mas que ainda não divulguei em nenhum site, e muita música legal que eu divulguei mas que ainda não postei aqui também.. então quem tiver afim de dar uma sacada no meu trabalho musical, é só clicar aí, ó:
Nesta noite de insônia (involuntária), ouvindo "Poema de Sete Faces" de Drummond na voz e melodia de Samuel Rosa, venho postar algo, não sei o que, pra lembrar/comemorar o aniversário de 1 ano d' O verso lá no verso.
De um ano pra cá muitas coisas mudaram.. Obama foi eleito; o Íris, reeleito.. É.. nem tantas coisas mudaram. Mas a mudança mais forte e indelével está em mim mesmo, no meu espaço e no meu tempo, e na impressão que eu roubo dos sóis poentes e quartos minguantes. No fim das contas estas são as mudanças que contam. Ao fim de tudo, só nos restará a nós mesmos, frágeis.. comovidos como o Diabo...
Parabéns a todos nós!
"A medida de amar é amar sem medida." (Autoria indefinida, uns dizem Victor Hugo, outros Santo Agostinho.. eu fico com Santo Agostinho)
Boa noite.
Juliano Berquó Camelo
Pelo amor de Maíra. Nada em mim me lembra o mundo. 26/11/08
Uma página virada. Para mim o ano só começa depois de julho.
A idéia inicial do blog era pra ser composto por poemas cronológicos mas acabou se tornando difícil para mim a fixação espaço-temporal de cada um. As palavras ganham novos sentidos em outros espaços-tempos, vistas de outros ângulos.
Por isso 2008 entre outros 2007 e escritos 2006...
Porém, ainda assim, é possível perceber capítulos no conteúdo, e eu sinto que um novo capítulo está começando.
Há muito venho desfocado da minha poética perfeita (perfeccionista) buscando novos caminhos que me salvem da métrica, da estrutura viciada... buscando uma (nova) originalidade.
Me sinto cada vez mais no limite. Absurdo. Complexo, palavras jogadas idéias aparentemente desconexas. Parecendo as 3 faixas que fecham o Gessinger, Licks & Maltz (1992).
Perdi a paz e a paciência, a urgência que me levava pela mão.
"Há um tempo certo para tudo e para tudo uma razão", cantava Humberto no mesmo disco.
Isso tão grande que eu sinto Por certo é o medo Inverso da loucura, A sua contra-estrutura.
Isso que eu sinto (Tão infinito) Parece vir de um lugar Onde não há procura, Algum pólo magnético da minha alma obscura.
Isso tão intenso, Imenso manso servil, Só pode ser e é muito estranho Como cobre e estanho fazem o bronze.
Como o sol que sempre nasce, O amanhã de sempre em sempre... É energia de fissão flutuando na multidimensão do tempo: O amor.
Juliano Berquó Camelo
É energia de fissão: Urânio, Césio, Plutônio... (... em plutão?)
Tenho a impressão de que o cerne dos relacionamentos (Pelo menos os meus relacionamentos, que não são superficiais, com certeza.) não depende muito da 2ª pessoa... você não conheçe ninguém além de você mesmo, seus próprios limites e vontades. Esse poema é a descrição mais que perfeita dessa constatação.
O céu pode ir longe mais ou menos até o horizonte.
O céu pode ser em paz azul ou alaranjado tanto faz.
O céu pode não ter cor como nas mais altas noites ou nos dias de dor.
O céu ao sul me lembra demais. O céu acima me deixa jamais.
O céu pode não ter sentido O céu pode não dizer nada O céu pode não ser o que eu digo Mas das tuas barreiras o céu é o limite O limite do céu vai além do infinito.
Juliano Berquó Camelo
Um flashback à 2006, Da época que eu estava descaradamente influenciado pela simplicidade desconcertante do livro "As coisas", de Arnaldo Antunes.
* O poema pode não ter sentido, O poema pode não dizer nada (ou dizer muito pouco), Mas das tuas barreiras o céu é o limite, já o limite do poema vai além do infinito.
Em Goiânia está meu passado Quase mais pesado do que sou capaz de agüentar. Eu estou sempre mudando. Atento, quase sempre; Nunca mudo. Em Brasília está meu presente físico Em partes, em muitas faces. Meu espírito se eleva, flutua e expande (Mande-me notícias e beijos, meu amor.)
Minha mão direita eu deixei Enterrada a margem do asfalto de algum dos quilômetros da Avenida T-9;
Minha mão esquerda toca e acaricia a terra E o rosto dela, Apóia meu queixo agora;
A força de meus braços À cada braço que se sustenta Nos ônibus às seis da manhã;
O equilíbrio das pernas (sempre foi pouco) Eu deixo aos loucos E aos que nada tem;
A angustiante busca por horizontes Nas turvas águas do Rio Meia-Ponte;
No alto da Serrinha, As minhas retinas;
E o meu coração Pulsa aqui dentro Ainda que siga pela tangente Os olhos dela nas esquinas.
Juliano Berquó Camelo
"Dedicado ao Homem só seja ele quem for, esteja onde estiver." nº2
"Esse alheamento do que na vida é porosidade vem de GOIÂNIA e suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes."
(Adaptação de 'Confidência do Itabirano'; Carlos Drummond de Andrade; Autor dos livros que me renderam multas por atraso na entrega na biblioteca da Unb)
No meio da madrugada (Noite lenta) Eu mergulho na infinidade Destas páginas Em branco Até a hora de dormir E seguir a vida No outro dia Todos os dias Da minha vida (No meio da madrugada, Noite branca) Até a hora de morrer E derreter essa dureza Numa nuvem numa pedra numa flor Num peixe contra a correnteza (Na madrugada pelo meio, sou inteiro) Até a hora em que morre o sol E passa um tempo incontável Sem par poético (Tempo ímpar) Até mais hidrogênio vir a queimar E ressuscitar como lâmpada O reflexo do espelho-espaço E o aço de tudo é a irrazão Até a hora da certeza.
Juliano Berquó Camelo
Faço uso da dedicatória do disco "Várias Variáveis", Engenheiros do Hawaii:
"Dedicado ao homem só, seja ele quem for, esteja onde estiver."
O sol vai embora de Goiânia triste Por essas manhãs cinzas (Sozinhas) E deixa a sós, às manchas de sangue no horizonte celeste, As pessoas.
O sol vai embora mas volta sempre Por esperança Como o crescer da criança, O a cada dia permanecer.
O sol vai voltar E ainda vai Chover E vai Só vai...
Me leva contigo pra bem longe daqui. Me leva pra onde eu reaprenda a sorrir. Me leva por favor mas, se não puder Por acaso; por arcar com as conseqüências, Vá e me deixe apenas A metáfora concreta da dor.
Juliano Berquó Camelo
Comentem o I e em seguida o II, por favor.
Eu bem me lembro que a última estrofe me veio na mente enquanto eu estava na ilha da avenida T-9, na altura do colégio WR, voltando pra casa não me lembro de onde. Algum dia de maio de 2007. O sol tava forte no horizonte, bem alaranjado já... umas 18:30, hora do rush... Cheguei em casa e escrevi rapidamente, antes que eu me esquecesse.
A verdade é luz cega A justiça é falha E você sabe, A esperança é a droga mais cara E, amigo A dor traz a sabedoria mas nunca o abrigo. Se a gente não procurar Se a gente não se encontrar Em qualquer espelho que seja E veja o que restou (O que não sobrou) A verdade virá sem piedade E o mundo continuará a massacrar O pôr do sol.
Juliano Berquó Camelo
Representante fiel do espírito dos trabalhos de 2007... Menos preocupação com a forma, um novo foco de atuação...
Posto sem me preocupar com a interpretação divergente, O sentido original está comigo e contigo (talvez) nesse labirinto absurdo!!!